quinta-feira, 28 de maio de 2009

standupDores e cuba- livre.

.Brian pegou o microfone e encarou a platéia.Fez uma careta demonstrando alguma piadinha em formulação.Um riso ecoou pelo salão.

- Bom.depois de um drink eu posso fazer Isso..mas depois de três ou quatro..já não sei.

Os risos se espelharam.

- Sabe, ele disse, tava na minha sala encarando o tédio..minha coleção pornô que o diga!

Um senhor que se sentava na frente engasgou-se co um bolinho de bacalhau, depois de umas tentavas cuspiu o pedaço, quase se sufocando em risos.

A platéia aplaudiu.

- Mas agora eu vou falar sobre o Satori. Sabem o que é um satori ?

A platéia respondeu me conjunto um grande “não”.

- Não estou falando daqueles animes japoneses..

Mais risos
- Tive uma namorada que havia escrito uma tese para seu mestrado sobre o Satori, ela o dividiu em quatro degraus.Me lembro como se fosse hoje,Ela tinha muito talentos, e um deles era falar de modo que eu podia entender ao mesmo tempo que chupava meu pau!

Dessa vez a platéia surtou,um rapas que se estava sentado no fundo quase caiu da cadeira de tanto rir.Briam fez um gingado pelo palco.Brincou com o microfone, fazendo uma demonstração de um boquete. - O primeiro degrau para o Satori" ela dizia enquanto me chupava "É A DOR! " e mordia meu pau.Eu via estrelas.

Os risos continuavam.
- O segundo degrau para o Satori, É o susto!" ela ameaçava me morder com tanta força, que eu realmente me assustava.

Continuou, dessa vez com a mão sobre o zíper.- O terceiro degrau é o orgasmo" ela fazia uma brincadeira com a língua, eu não consegui segurar e gozava.Me lembro que ela se levantou,foi até o banheiro, se lavou. e saio em seguida sem se despedir .Enquanto eu me recuperava,uma duvida pairou sobre minha cabeça.Fixando o olhar no teto do quarto, eu me perguntava:"Qual é o quarto degrau?" .No dia seguinte, soube que ela havia morrido.enfarto.

Um aplauso estridente soou pelo lugar.Brian se sentiu um deus.Agradeceu os aplausos saiu e pelos fundos.

A noite ainda era grande e mitos drinks ainda tinham de ser tomados.

- Sou bom! Ele dizia a si mesmo.Ninguém discordava.Mas a necessidade de aplausos era algo que encobria seu próprio vazio.Os drinks também.

Era sempre o cuba – livre que pedia.Sabia que não conseguiria, fazer outros rirem sem o álcool.E a noite fora mas curta do que imaginava,encontrou uma estranha no bar, causou nela uma crise de risos e depois a levou para seu apartamento.

Essa era sua vida.
Até as dores no estomago aparecerem.

Começou no dia seguinte, a estranha já tinha ido embora, e ele se revirou na cama, não importava o jeito que ficasse, a dor não passava.

Chamou a ambulância com dificuldades pelo celular.E agora estava no hospital.Ulcera.teria que cortar a bebida.

Para sempre.

- Doutor, isso não pode, como vou trabalhar ? ele perguntou com os olhos cheio de lagrimas.
- Aprenda a trabalhar sem a bebida.Ele respondeu.

De alguma forma Brian sabia que isso não seria possível.Treinaria na frente do espelho.Mas nada sairia.

Algum tempo depois tentou, mas fora vaiado. Estava acabado.

Voltou ao hospital com dores algum tempo depois,se submetera a bebida novamente .Uma coisa Brian aprendeu :Com dores ninguém é engraçado.

domingo, 24 de maio de 2009

nanocontos

.Ela sempre me dizia que um boêmio passa a vida procurando motivos para se embriagar.

Enquanto eu virava a garrafa.

"querida, eu te disse como eu era antes do namoro.você concordou"
Ela sacudiu como se estivesse tendo um ataque de epilepsia.
" ta na hora de mudar porra, não quero um namorado alcoólatra!" Olhei para ela diretamente,sem piscar e tomei outro gole."concordo, ta na hora de mudar..de você mudar de namorado!" Aquilo tinha saído como que automaticamente.O arrependimento bateria em minha porta durante a ressaca matutina.

A euforia pode acabar com uma pessoa de vários modos.levantei e desci a rua sem que ela notasse que eu não pagara a conta.
Agora eu tinha motivo de sobra pra beber.

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.Acordei por volta de meio dia.minha cabeça parecia pesar uns 15 quilos,e o arrependimento estava presente.olhei para o meu redor e o quarto estava bagunçado como o de costume.
E também como de costume,não havia ninguém comigo na cama.

.Podia ver o dia a minha a minha frente, solidão e solidão.Eu torcia para estar enganado , para algo acontecer.Mas nunca acontecia nada.

Levantei rapidamente e minha visão escureceu, cambaleei pelo quarto, tudo girava, então senti um baque no rosto.De joelhos no chão ,abri os olhos , e vi a quina do criado mudo, passei a mão no rosto e senti o sangue escorrer até o queixo.

Eu não podia reclamar,afinal,algo tinha acontecido.

Me vi em seguida na emergência do pronto socorro, com um rombo no rosto.E a saúde publica estava doente

Como o de costume.